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O novo Varejo “Fidigital” físico e virtual

Colaboração: Prof. Antonio Carlos Giuliani

A compra por impulso já não gera tanto mais lucro se não vier acompanhado de um bom atendimento, mix diversificado de produtos e comunicação dirigida. As novas tecnologias produzem novas reações e comportamentos de compras, exigindo ações de marketing dirigidas ao seu publico alvo.

Pode-se atribuir que o varejo brasileiro, em relação aos mercados mais maduros, no quesito atender aos anseios do consumidor e atende-lo naquilo que ele quer e deseja, estamos atrasados. Sabe-se que o setor está de olho no futuro, tem muitos varejistas fazendo um bom trabalho, mas tem muitas marcas perdendo espaço, pois parecem entender que não precisam acompanhar as mudanças de comportamento do seu consumidor e abrem oportunidades para novos entrantes.

As empresas que se relacionarem de forma rápida com seus clientes, irá colaborar na economia de tempo e com certeza estarão nas mentes dos consumidores. Rever o canal de distribuição é importante para manter-se no mercado, identificam-se varejistas que possuem pontos de vendas apenas no ambiente físico e outros somente digital.

A comodidade e os preços encontrados no meio digital, não são páreos para a experiência de compra, como o ambiente, atendimento ou o “levar na hora” no ponto de venda físico, assim como o contrário também é válido. Ganham mercado os varejistas que conseguem criar não somente uma experiência híbrida de consumo, mas permite que o consumidor possa decidir em qual canal ele compra, físico ou virtual, bem como de qual maneira ele recebe ou retira seu produto, identifica-se modelos de lojas onde funcionam apenas como um showroom ou um centro de experiências para as compras virtuais.

Ter um ponto físico e virtual como canal de venda, torna-se imprescindível, denominado pelo mercado como “Fidigital”. O varejo de ontem era medido pelo número de lojas e pelo porte das mesmas, hoje não somente a presença, mas a relevância da marca junto ao seu público consumidor, e principalmente o engajamento desses com a marca, são pontos importantes para assegurar o sucesso, e dialogar com os diversos tipos de gerações de consumidores.

Enquanto grandes varejistas estão caindo, uma série de pequenos negócios surgem e prosperam da noite para o dia, por compreender e oferecer algo direcionado ao seu público em detrimento do diferenciado. Para o varejo hoje, realizar uma venda sem entender que o consumidor está em busca de soluções, poderá significar uma venda não realizada. Cabe ao marketing das empresas preocuparem-se não só com embalagens e produtos, mas com o emocional do consumidor.

(Publicado no Jornal de Piracicaba em 03/06/16 – A3)

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